quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

REFLEXÃO FINAL


Logo quando iniciei o curso de pedagogia da UFRGS, quando me deparei com os computadores, fiquei preocupada, pois entendia muito pouco de informática. Porém com os decorrer das aulas e com o apoio das tutoras e professoras aos poucos fui me apropriando do conhecimento do ambiente do Rooda e das ferramentas (blog, pbwiki, editor de texto, etc.), que necessitaria para dar andamento nas atividades que se seguiriam.

Cada atividade realizada por mim foi como um degrau a ser percorrido, que me possibilitava a ascensão ao conhecimento, ao entendimento e a apropriação das aprendizagens necessárias para meu crescimento como pessoa e como professora. Foram muitas e muitas atividades, bem elaboradas por cada equipe, e cada uma marcou em mim sob forma de aprendizagem e conhecimentos que nunca me poderão ser tirados, pois o único bem que ninguém pode nos tirar é a educação.

Adquiri aos poucos um novo olhar sobre as coisas que me cercavam, as atividades me emocionavam e tocavam-me profundamente. Aprendi que o uso do tempo é essencial para a organização e para a realização das atividades, o caminho da escola e a sala de aula que me proporcionaram observar, descrever meu dia a dia, o trajeto percorrido para a escola onde trabalhava, o ambiente onde trocava conhecimentos com meus alunos, dos quais trago agradáveis e inesquecíveis recordações. A atividade Memorial da infância que através da linha do tempo e as entrevistas me remeteu a muitos fatos interessantes de minha vida que até então havia esquecido.

Muitas foram às aprendizagens significativas que este curso me propiciou, a importância da música em nossas vidas, como a arte pode ser trabalhada em sala de aula tornando as aulas mais criativas e menos tediosas, a importância do ato de brincar foi mostrada pela interdisciplina de ludicidade e educação, bem como pela interdisciplina de artes, onde aprendemos a transformar contos de fada em teatros divertidos para nossos alunos. Em psicologia, filosofia, aprendi a conhecer um pouco mais do ser humano como um todo, compreender que nossos alunos tem anseios e dificuldades a serem superadas e que temos que ter ao menos um pouco de discernimento para entendê-los.

Não existe uma ou outra interdisciplina mais importante, pois todas em conjunto serviram cada uma a seu modo para meu aperfeiçoamento como professora e sanar as lacunas de falta de conhecimento que existiam em mim, claro que ainda tenho muito, mais muito mesmo para aprender, já que o ser humano é um ser inacabado e, como dizia Paulo Freire, é o único ser que possui consciência do seu inacabamento, e desta forma sei que é longo ainda o caminho a ser trilhado por mim, este é apenas o começo, e agradeço de todo coração à todos que me proporcionaram viver e passar por todas as experiências que este curso da UFRGS propiciou.

OBRIGADA!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

MINHA TURMA DE ALUNOS


Para possibilitar uma aprendizagem mais efetiva procuro sempre deixar que trabalhem em grupos e incentivo muito a leitura, pegando livros na biblioteca pra que levem para casa. Já percebi em alguns uma melhora visível na forma de expressarem-se e interpretarem as atividades realizadas no dia a dia em sala de aula, o que pra mim serve como incentivo para cada vez mais ajudá-los.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

REFLEXÕES DO EIXO VIII

Semestre VIII - ESTÁGIO

Muitas foram às aprendizagens que se fortaleceram em mim durante meu estágio, porém as principais para mim foram as que devo conhecer melhor meus alunos para entendê-los, de que não se pode ensinar algo sem que seja realmente do interesse dos alunos, que tenho que ser forte e passar para os meus alunos essa força, mostrar para eles que não devemos desistir de nossos sonhos, mesmo que para isso tenhamos que lutar muito. Descobri que estas questões foram fundamentais para dar andamento no meu estágio, principalmente por ter tido tantos obstáculos alheios a minha vontade, obstáculos estes que me fizeram muitas vezes pensar até em desistir. Tive que conviver com muitas situações difíceis, tanto na escola, bem como em minha vida pessoal, falta de interesse de alguns alunos, conflitos dentro da sala de aula e na escola, problemas de saúde, dificuldades tecnológicas.

Mas mesmo com todas as dificuldades, conseguimos meus alunos e eu nos mantermos firmes, consegui evitar que o pior acontecesse, que um de meus alunos fosse transferido, isso me marcou muito, e me mostrou que nunca devo desistir de meus educandos, por mais que a situação pareça sem solução, temos que tentar até o fim.

Depois disso, aos poucos as aulas foram ganhando vida, os alunos foram se mostrando participativos, foram se integrando, se ajudando, nosso grupo ficou mais unido e mais interessado em aprender, os que tinham mais facilidade começaram a colaborar com os com mais dificuldade e nos tornamos um time campeão.

REFLEXÕES DO EIXO VII

Semestre VII

O que é avaliar?

No eixo VII, tive a oportunidade através da interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação de refletir sobre a forma correta de avaliarmos nossos alunos. No texto "Rumo a uma avaliação Inclusiva" de Javier Onrubia Goni, este nos fala de que nós professores não podemos avaliar nossos alunos da mesma forma ou privilegiando objetivos, conteúdos e formas de ensino mais adequados para alguns alunos que para outros, esta forma de avaliar faz com que os alunos sintam-se desmotivados a ir a escola e também para aprender significativamente os conteúdos transmitidos por seus professores, visto que esta forma de avaliar rotula e segrega alguns alunos em função das notas que lhes é dada através de provas e exames.
Então através de uma avaliação inclusiva temos a oportunidade de ver cada aluno de forma distinta, a partir da aprendizagem de cada um. Avaliar requer planejamento e desenvolvimento tanto no inicio do processo de aprendizagem quanto no final, requer um número suficiente de situações e de atividades de avaliações levando-se em conta os distintos tipos de capacidade de nossos alunos.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

REFLEXÕES DO EIXO VI

SEMESTRE VI

Quando no eixo VI realizei uma atividade com meus alunos do 1º ano de alfabetização, onde estes teriam que representar sua família através de um desenho, para que depois com esses desenhos em mãos mais as fotografias de cada um, eu realizasse a atividade da interdisciplina Questões Étnicos Raciais na Educação que era um Mosaico Étnico.
Ao representarem sua família todos optaram por pintar seus familiares com lápis cor de pele (salmão), esse fato me causou uma certa preocupação, pois demonstrava por parte dos alunos a falta de noção e/ou de negação de suas características e identidade étnica. Então aproveitando a oportunidade que atividade estava me proporcionando, comecei a questioná-los a respeito desta preferência por pintar de determinada cor e não de outra. Me responderam achar a cor de pele mais bonita assim como o lápis amarelo era mais bonito para pintar os cabelos. Perguntei a eles então se as pessoas tinham todas a mesma cor de pele, de cabelos, de olhos, responderam que não que alguns são diferentes dos outros. Desta forma tive então a oportunidade de falar sobre as características familiares, e que se temos certa cor de pele, de cabelos e de olhos, tudo isso deve-se ao fato de termos herdado essas características de nossos pais e antepassados e devemos nos orgulhar de sermos de tal forma e de pertencermos a determinada raça.
A partir deste dia então começaram a utilizar em seus desenhos as mais variadas cores de acordo com as características de cada um, acredito que a compreensão destas diferenças possibilitou aos meus alunos a aceitação de si mesmos, levando-os a ter orgulho de seu pertencimento racial, de serem como são, nem mais e nem menos que ninguém apenas iguais.
Então a partir da interdisciplina “Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História”, que mostrou o preconceito e a discriminação sofridos pelas pessoas de etnias diferentes tanto na escola como na sociedade em geral, pude me aprofundar nas questões do preconceito racial.
Também neste mesmo Eixo através da interdisciplina Filosofia da Educação, tive a oportunidade de conhecer e aprender mais sobre o preconceito e a discriminação sofridos pelas vítimas do holocausto em Auschwitz, ao me tornar ciente das barbáries cometidas no passado, pude perceber o quanto o preconceito e a discriminação podem ser cruéis e prejudiciais aos seres humanos.
Estas leituras me levaram a um grande interesse sobre o assunto, visto que acredito serem muito poucas as pessoas que não foram vitimas de algum tipo de preconceito, então, quando surgiu a proposta da interdisciplina Seminário Integrador de começar um novo projeto, pensei logo neste tema, o que me levou então a sugerir as colegas do grupo que fizéssemos o nosso PA sobre os tipos preconceito e a discriminação sofridos pelos alunos dentro da sala de aula. Esse assunto me envolveu tão totalmente que durante meu estágio e agora no meu TCC também é o preconceito o tema escolhido por mim.



domingo, 21 de novembro de 2010

REFLEXÕES DO EIXO V

SEMESTRE V

Segundo Maturana,(1998b, p. 29), a educação é um processo em que a criança ou o adulto convive com o outro, e ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente que o do outro no espaço de convivência.
Por acreditar muito nesta convivência como fonte de trocas significativas e efetivas para ambas as partes, esse fragmento de texto possibilitou-me refletir o quanto é importante a criação na sala de aula de um ambiente favorável à formação de sujeitos que pensem e reflitam, e através deste pensar e deste refletir aprendam a encontrar caminhos que os levem a construir sua própria identidade.
Entendo que ao propiciar aos alunos uma abertura para que possam se expressar, facilito o processo de aprendizagem, pois um ambiente harmônico e acolhedor em uma convivência com o outro só tende a aumentar o interesse das trocas significativas.
Um exemplo que vou citar aqui, foi de uma troca muito significativa que ocorreu durante meu estágio com uma pesquisa sobre as tradições africanas, onde foram expostos na sala de aula materiais referentes a toda a cultura africana, e afrobrasileira.
Todos se mostraram muito interessados e foram logo lendo o material disponível. Este material falava da história e da cultura afro brasileira, tais como a alimentação, o uso de máscaras, penteados, vestimentas, dança, etc.

Perguntei à eles qual dos assuntos eles gostariam de se aprofundar, qual deles era mais interessante para que se fizesse uma aula prática, e foi como imaginei, eles optaram pelas máscaras, pois estas sem dúvida nenhuma atraem quem as vê, bem como quem as usa, então combinamos de realizar uma aula de criação de máscaras africanas, foi uma aula muito especial, onde todos se envolveram com entusiasmo e dedicação em torno de um objetivo comum, resgatar através das máscaras um pouco da cultura de seu povo.



domingo, 14 de novembro de 2010

REFLEXÕES DO EIXO IV

EIXO IV

Ao realizar essa atividade do Seminário Integrador, onde tive que rever o processo histórico de minhas aprendizagens, através do estudo das postagens realizadas ao longo do curso. Deparei-me então com a atividade do Enfoque III da interdisciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais. Esta atividade foi realizada no eixo IV em 2008, quando eu lecionava para alunos do 2º ano de alfabetização e visava contemplar a origem étnica de meus alunos, através de um projeto de aprendizagem que buscou valorizar uma parte muito difícil de nossa história, mas porém muito importante, já que teve como finalidade levar meus alunos a entenderem um pouco de sua realidade.
O título da atividade em questão era "Devemos ter orgulho de nossas raízes", e buscava valorizar a multiculturalidade deixada pelos africanos em nossa sociedade através de diversas fontes e formas. Minha atenção se voltou para essa atividade principalmente por se tratarem os alunos de serem os mesmos com os quais eu trabalho este ano, e com os quais realizei meu estágio utilizando o mesmo tema de sua afro descendência, estando eles agora no 4º ano do ensino fundamental.
Foi muito interessante e pertinente para mim rever esta atividade, já que através dela comecei então em 2008, resgatar junto de meus alunos a grande importância da raça negra para a história de nosso país.